Toa ser o último Odisseu mesmo, no seu extremo plástico, o infindo persistente da rasura a cada périplo e para cada além-memória Ítaca, e suas Penélopes surgem como fim do fado, como fogo, desvanecendo em cada um dos seus avessos como reflexão da arte mesma, cuja consolação dos extremos é um destinar para outro multiardiloso pacifista. O todo do espelho de Odisseu é a paz de morte de Thanatos, um revés-resumo. O limite do Éden, a vigília, com o toque de suas quilhas, projeta o mar para fora de si e o atrai para si novamente. A viagem do guerreiro implementada, onda a onda, sai do ponto no qual poderia ser discernida, reagindo com mãos salinas, mostrando-se no atuar de seus fósforos e no atarefar-se com a viagem hercúlea. Mas, quando se dá conta do sulcar dos deuses, ela elabora o Odisseu e o Lúcifer do seu agir, e não ela mesma nas vigilantes colunas da aventura. Justo aqui é preciso ponderar acerca da glória dessa ira que produz, por fim, a sereia composta onduladamente. Antes de se chegar a um esconjuro em particular, Poseidon se evade em sulcada conspiração como ora lastreia uma penúria, ora impele um passo de deus, ora ergue, ora soçobra, o que solicitaria nossa atenção às suas cores, céus e cicatrizes. Nesse Éden reside o passar das partidas. O escarcéu do vinho é o peito da transgressão do coração marítimo. Surgindo, o arcano aniquila-se em virtude do seu-estar-aí-Poseidon. É mais forte do que a medida que resta e, por isso, modela o obscuro do destino do lado de fora da nave, ascendendo o ponto oscilante da sigla mesma, o pélago, in memoriam sobre as cinzas dos astros, as indivisas da família. O vazio que aí se coloca fornece ares de um caos, especificamente desatinado, que conduz a fronteira do sigilo como abismo de oceano. O mar acontece batendo na primeira desmesura e as geografias se seguram no extracéu e, sobre ele, com sopros, uma outra serenidade, ou não, talvez um nauta, no qual o lacre do Éden se rompa. Enterrado está o destino, na memória. O canto chega. Entre o premeditado e o terreno, muitas proibições se fixam e ficam Odisseu. Talvez esteja ali a convulsão como transpassar no paraíso do véu do aportar de si mesmo. O amargor não há e há de passar. E tudo passa. Passa no interdito do lance e nada passa no passar e não deixa de passar e a passagem deixa de chegar, chegando, fazendo surgir a transmigração das dores aqui – a arte da arte. O sinal da alma consignada na pirâmide derridiana, de qualquer modo, às margens da arte, como um enigma sem tempo e ativo, plasma o exercício da arte em torvelinho no extremo da missão. A pirâmide invertida, carena, põe nos olhos o naufrágio de Odisseu com a imagem simples da própria arte – o ultrassom do céu que pertence ao transfinito ousadamente artístico, a saber, a declinação quanto ao ouvido além-retorno. Mas esse Odisseu, da mimese apagada das antiguidades, com seu instante, humano, já é um além e um aquém, um ali nas teias de Penélope – uma luta pervasiva entre o fado e a água, sendo o que é, sentindo tudo de todas as maneiras, com as mãos da arte.
Nenhum comentário:
Postar um comentário