As cintilantes trevas do abrir das mãos luzem-me e retiro-me com as mãos cheias de paisagens fantásticas: era o tempo das coisas queimadas entregues à morte, ao dia, à perfeição e à luminosidade mais presente das transparências. Eram os olhos cegos das vozes quando o gesto se exaltava imaginado e consumido. Era o poema da solar janela e da página – os brancos como gestos se afastavam. Era o desligamento do golpe da angústia destruída quando o desejo de tudo se curvava.
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