Aqui e ali, na vida, à medida que algo do mar é postergado, longe de tornar aceitável qualquer atenção do interior, em reverso também se escuta o verso do poema esquecido. E dele decorre o testemunho do golpe de inteligência, isto é, o ressoar além das sílabas das coisas no espaço temporal e escrito da procura do mundo, que assim justifica a singularidade da sabedoria da poesia. Por aqui, ou por lá, no real, ou não, os versos do poema sem explicação se deixam coincidir com o confronto dos olhos, no método da surdez do pensamento que acolhe as coisas da terra e as anima ao movimento plástico do sol. Para cá, ou para lá, o vento do mar segue indefinidamente o rosto como pedido de partida.
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