A curva do arco se desfaz com o pranto da sua palavra liberta: memórias. Assim, as mãos estão sob o domínio da pátria e sobre os longínquos eternos que se perdem. A sabedoria do passado, ou futuro, é perdida por não conseguir traçar corpos, debruçando-se sobre o amor mais cercado do escutado canto. E inicia-se o que do poema falamos: ler poesia é ler o enganado dia. Buscam os rostos que abolem o que de fato já morreu. Procuram as verdades. Do destino só há gesto. Tudo já aconteceu. Tudo já foi dito e chegamos tarde demais. Solidão de ritmo. Cegueiras de nomes represados. E, pelos chamados, as mãos de ninguém – conhecida abertura que ainda há de abraçar cada sensação nossa.

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