quinta-feira, 11 de agosto de 2022

60.

Uma cabeça de penumbra, uma madrugada e uma lentidão: nos cavalos do vento há sacolejo. Boia a crina outro espírito fora do mar. O reino da pergunta já é o que espaça o vazio. E a lentidão ondula o branco já no fundo. Nessa areia verde e fria em que as conchas se apodrecem, transparece a lisa Medusa igual a um grande cavalo e se separa muito poente – eterna em exatos corpos. Dos longes tempos divide-se a unidade das mãos. Uma escuta de coisas estremecidas. Um vento de muitas subidas como uma manhã. O calor aberto que sente. O rubor nas faces. Os olhos conscientes em redor dos êxtases dilatados. Crescemos num avanço de ruídos que cegam suas arruaças nas acentuações. A unidade explodiu de repente uma ânsia e um tédio para dinamizar os lançamentos e um sangue de passado forçoso ainda de ódio, ainda vivo, ainda passageiro.

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