Em volta das folhas vermelhas e das substâncias do tempo, o desassossego se move. Manchado por horas de verdade, as centenas de feiticeiras. O longo exílio reluz. A caravana parece em fúria e raiva. Os altos galhos circulam na alma confiada. O vento bate nessa sombra das palavras. Passeie pelos amuletos nas crinas, mexendo esse longo muro, mexendo esses outros planos escuros, e esses pensamentos desligados das mãos. Assim, diante de urtigas auditivas: Ulisses rei de Ítaca. O arsenal de espinhos e o sulco do arado levitam sua natureza maligna, e o dia primordial se expande e treme como uma atmosfera de resina. O acordo justo e o cheiro primitivo rebentam devagar nas ausências. Os narizes obscenos ficam no dia confuso e dividido, dançando e se desatando ao redor do pó dos pólens, sobre a permanência do perdido. E o odor dos sebos se eleva e ruge no tempo ido, e o apetite mórbido se estoca com antiga infância e duas mãos enormes, que na substância de tudo, ao nosso encalço por liberdade e reino, lança sobre nosso refúgio o esconderijo da insônia – as mil luzes acesas levantam as páginas de um missal, o canto dos espaços recua ratos cinzentos. A fome terrestre é revestida pelo silêncio dos corredores.
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