O tilintar de uma queda tem desoladas obliquidades: terras chuvosas, mantos aquáticos, céus que se espelham souberam onde reinar – os regatos cantaram. As águas, talvez, ainda descansem no campo, atravessando o estouro das ameixas. Aqui estamos em amassada grama e, neste prado, escolhi os ramos como amigos. Moro, como em contemplações, numa cortina densa onde, talvez, eu tenha silenciado rostos, onde tudo o que de círculo a água acessa fica segredado dentro dos seres. Começo entre lábios amarelos, apaixonantes; aqui, a paixão funde-se ao beijo. Este louco coração de tristeza alcança a pulsação do amor. Trouxe para cá o entendimento das mãos de nossa última primavera, que não sobreviveu: o leve, abrigado, flutuante estorninho de minha eternidade sobre a morte.
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