quarta-feira, 3 de agosto de 2022

52.

Mortífero rosto! Espraie em mim o amor! Espraie em mim! No nome perdido daquelas repetições esperadas, os caminhos regressam à raiz. A paisagem adivinha flutuar. Ausência em cortes divididos. No nomeado ruído, as mãos dedilham os seres e, poeticamente, mundificam a vida de ninguém – que morre na sala do trono. Reine! Reine! Divisões partidas da evidência: o dia, o dia! Reine! A viagem é um mutilado regresso.

Escuta! Escuta tu também e fala por último, dizendo a tua diferença! Mora na tua possibilidade feita de dia, a hora despida da saudade do alimento: não há resposta, apenas caminho, noite e terror. Tudo apagado, verdadeiramente. Tantos tempos de ocupação nos tempos mortíferos. Dias do afastamento na noturna proximidade que na concavidade das mãos deseja. Lá no longínquo do frescor. Lá e ali no abandono espanto do mais inquieto toque.

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