segunda-feira, 22 de agosto de 2022

71.

Numa daquelas manhãs, o ser elástico se separou do velho marinheiro. Recuou alegremente quando a música silente pareceu se deter na barba branca. À medida que algumas indiscutíveis lápides ressoavam nos cintilantes olhares, segundo os barcos de quilha para o ar, as escarnadas mãos voltavam com mais frequência à nau insensata do barbado vagabundo. Mas eis a surpresa: numa daquelas tardes, releu o rumar parado, entendendo-o muito menos com olhos cintilantes. Naqueles dias seguintes, não desejava contemplar a atuação consolidada, nem o navio saudado, nem figurar com a descoberta do silêncio um porto evacuado. Quis apenas ditar a passagem do gráfico para cada equipagem radiante que via e sentia no túmulo. A ação transbordante escorreu, o farol distante alcançou a estranha aparição, e ele jamais teve a covardia de negar a névoa e a neve. Por esse motivo, ditou, infindas vezes, os espantos. Nesse imediato, conheceu o frio assassino e uma prova silenciosa para aproveitá-la do alto de um mastro. Repleto, ditou todas as tábuas do testemunho e, em seus gelos, se deu o sonho nas águas.

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