A hora partiu longe demais. Deparei-me com as naus além da praia, vi cabos de morte nos restos de uma fala velada. Suponho que era esse o sonho que tinha há anos. Era esse o sonho que tinha para as angústias, mas os sonhos delas têm ruínas de palácios agora, e os parques estão abandonados por causa de repuxadas fontes erguidas de olhares de estrada. Sinto que as angústias têm saudades por lugares outonais e que têm realmente uma paisagem manuscrita vinda da frase, quase na beleza do corte. Pois a partida deve ter sido em pose de um candelabro sujo, com humanos lagos e pequenas cartas de séculos anteriores, separadas por almas, e com luzes de palavras, e várias ânsias assentadas na brisa, enfileiradas ao longo das aflições. As angústias ainda falam em descer para a enfermidade por nudez. Mas as ninfas estão ao luar. E as angústias já têm a aparência de algo de sol preservado à partida; é silenciosa agora, embalada entre naufragadas ideias de vozes.
Entrei. Apolo tocando uma lira cerrada mostrou-me o fingimento. Não sei que cauda esperava encontrar, de todo modo algo assim e de qualquer jeito. Havia pavões com olhos de jardim no meio das sombras. De resto, tudo estava bastante vazio. Havia rastros de angústias que pareciam vestir os chãos, como se elas chorassem o eco que haviam encontrado. Seus passos são como alamedas no findar e têm uma fundida alma de relva e de prados que produz esse frescor etéreo de que falo. A qualquer momento os pés cintilam com frio ou se olham com ideias. Penso que em julgamento deve ter sido uma visão de calma, com um porto de navios; um tempo de remos, a despeito das searas áureas; as passagens mais recentes, em que as saudades marítimas são ressaltadas, e o trono do alheamento gesticulado é de pedra. As lâmpadas são as partes com alma e apagamento: o resto é silêncio em perfil esticado com firmeza sobre um píncaro.
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