sexta-feira, 14 de outubro de 2022

124.

É mundana a travessia dessa América. O processo das existências é de decaimento e decepção. Mas não se distingue nada de um gênio e se, em seguida, se procede com adversidade, a linguagem novamente se perde na constituição, que cumpre novamente desenredar como escrita. No entanto, isso quer dizer que a América se balança, que a sua hipótese se reflete nas passagens e nos desvios da arte, cujo outramento, mesclado à intenção do outro, luta com a certeza, e o registro rivaliza com o redescobrimento a partir do empréstimo. O flexionamento dessas atitudes recebidas pela escrita dá-lhe a perspectiva de enlaçar a literatura em declinação, contrastando, em meio a elas, com a língua e a precariedade, a origem e o absoluto, o mundo inclinado e o prolongamento posicionado. Declarei que tudo isso é o contemporâneo. Mas nenhuma literatura, a menos que seja em seu presente provisório, uma literatura da possibilidade, conseguiria perceber um só acolhimento desse gesto plástico de ninguém.

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