A tentação às dobras da mão em forma de ave. A palidez da índia e da vela. A palidez da novidade da noite e da sombra, ainda que cingida pelas velas da nave. Uma demência em sobra e mergulho. Canção da pedraria. Brinde na caravela, ao mesmo tempo uma monotonia refletida e outro tempo agora na espuma, no timão de seu parcial acaso do horror. Contudo, o cabo da avidez e da jazida, entretecidos no riso das tentações à Índia, preserva a sombra da sobra e do brinde, que nenhuma dobra de vela poderia suportar, agora. O mergulho da nave e o mergulho da espuma não admitem senão o voo de uma ávida ave. Ser consciente é estar dentro da caravela e do outro lado do tempo. Mas é apenas no mergulho que a novidade nas velas, a novidade sob a canção monótona ao timão, a novidade na jazida cruzada pelas mãos ao cair da noite podem ser refletidas, envoltas na nave e na espuma. Somente através do mergulho, o mergulho conquistado do acaso – em riso sobre a palidez.
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