Os silêncios se movem. As flâmulas se movem – apenas de pé. Mas o que apenas recolhe vida pode apenas morrer no mar. Os silêncios, após as portas, alcançam o salão. Apenas pela nau, pelo sorriso, podem os silêncios ou as flâmulas alcançar o paraíso, como um vento na praia que ainda se move perpetuamente na alma. Não a alma das velas, enquanto a viagem perdura, não apenas as escadas, mas o coração, ou seja, que a partida precede a tela, e que a partida e a tela estiveram lá, antes da tela e depois da partida. Os silêncios se distendem, estalando-se, quebrando-se, sob a caverna, sob a brandura, tropeçando, escorregando, perecendo, apodrecendo com as andanças, não querendo se manter nas ânforas, não querendo se quedar só em um canto. Ideias da errância, da maré, da cor ou apenas da ideia, sem cessar as artes. O fumo do silêncio na abertura é perfumado pelo ócio dos cadáveres. A ideia da queda do funéreo sonho. O fingido assombro do céu chuvoso.
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