quarta-feira, 26 de outubro de 2022

136.

O começo paira sobre o recomeço do arremesso. A vida com suas espécies rastreia-lhe a viagem. A importante viagem do começo da escrita. A importante página da escrita em página. A escrita de começo e de escritura, escritura e recomeço. A arremessada escrita da escrita e do futuro. Escrita sobrescrita, páginas escritas. Traz a página da noite, mas não a noite. A página do ensinamento e o começo do fim. Toda a nossa escrita nos aproxima da escrita. Toda a nossa escrita nos avizinha do começo. Mas o descomeço do começo não nos acerca do desconhecimento. Onde o descomeço que perdemos quando tecidos? Onde o livro que perdemos na força? Onde o livro que perdemos no livro? As viagens da viagem em vinte e um séculos afastam-nos do começo e da revolta nos acercamos em volta. Viajei para o recomeço. O livro no conteúdo do livro. Onde a linha flui com páginas palavradas. Temos aqui linhas sem conteúdo. E palavradas linhas de palavras. Deixem partir os livros. Os livros carecem de ensaio. No livro não precisamos de livros. Que eles despertem os ensaios. O livro gira e o livro se transmuda. Mas há um fim que jamais se transfigura. Em todos os fins o começo existe e não muda. O recomeçado refino entre o afinar e o fim. Afunilados, descuidais vossos começos e afunilações. Que vos saciem o começo fuzilado e final. O fim dos fins recomeçados não está decerto recomeçado. O fim não se oferta apenas ao dobrar do refino. O fim se comprime ao lado do fim no fino. O fim medra no começo de vosso regresso. A história é aquela que edifica, ruína, se a história edifica todo este desespero, mostrando os contos que se cantam agora, e alguns descontos que há muito se ergueram. Descanto! E guardai desencantado avesso. A história. A escória. A cárie. A história da independência é a hora da independência, logo após. Também irei. A gloriosa independência ou o somatório do assomo. Sob os assombros calquei só o começo do projeto, e aprendendo, renunciando os ecos que tomam os começos por ecos. Empenho-me nos ecoados começos que ao eco se confinam com socos, aceitando com o mesmo começo os que ecoam no oco. O soco no osso e o aqui no além. Estão todos aquém investindo suas partes. Mas apenas porque esperam partes. No além, ou no aquém, com começados recomeços, edificaremos os começos e as unhas. E uma outra comida para a história da fome. Onde os recomeços se quebraram com começados ossos. Com o começo dos ossos um novo começo para as viagens. E uma viagem a cada maravilha. Cada qual à sua viagem. Que maravilha tendes se não se maravilhas em viagem? Não há fábula que floresça sem fábula. E desconto não há que perdure sem o desconto das fadas. Mesmo o conto que em favas medita o começo da fala. Para quem os começos e os recomeços repetem o arremesso da vida. Espécies em viagem, pela importância do começo da viagem. E agora viveis começado nas escritas que se esgalham sobre páginas. Em escritas, indo ou vindo, todas as páginas despencam a escritura. Íntimos da escrita e sem começo em parte alguma. Tropeça e vai, indo e vindo. Nem a escrita-escritura em recomeço se arremessa. Cada escrita à sua escrita se devota. E os futuros nas escritas da sobrescrita galopam páginas e páginas à noite. Muito a ensinar. Muito a finalizar. Muito a começar, de novo. Que do começo se desgarre o descomeço. Que o desconhecimento talhe o livro. Que o livro não vacile em vossa viagem. Que não se arraste a escrita, que escrita e escrita não mais sejam escritas, sejam plasmadas.

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