A eternidade de si-mesmo e a do poeta se acomodam e se acalmam ao corte do gládio. Tudo é voz estranha no século em que o espanto, sabido, é tão vil quanto o sobressalto. A hidra aí depõe-se como anjo, aí escorrega todo o sentido em que se transformou sua palavra. Estira-se até encontrar o proclamar de sua tribo. Sente-se igual a altura de seu sortilégio em atribuição. Com as ondas, ultrapassa suas honras negras. Uma orgia sustenta-o e ergue-o; e os solos e os céus, meio hostis na dor descrita da ideia, sonham com solidões e baixo-relevo. O túmulo do poeta luminoso, indicado, é quase calmo. Como o bloco de sua queda é um desastre de granito obscuro! Eterno, o dique eclode sob todo os voos. O futuro esparso mal se distingue do futuro de si-mesmo, cuja eternidade o substitui a cada guiar. Um poeta mistura-se ao gládio indefinido que o rodeia erguido. O século sente-se e dissolve-se espantadamente. Todo o futuro não é agora mais que uma sabedoria estranha cuja voz sonha na morte. O sobressalto insurgido se contempla e, vil, vê anjos e hidras sob o sentido urgido. A palavra que olha e que fala com a tribo maravilha-se com a proclamação do sortilégio e com a atribuição da altura que ela domina. E a honra em orgia no solo. A palavra observa o céu que se aflora e se curva. Uma hostilidade a emergir e a submergir na dor, como uma descrição da ideia que um esculpir do relevo do túmulo faz soerguer e depois volta, afundando.
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