Nessa travessia do Atlântico, persigo a América como o mundo à existência. Nesse processo, fujo ou dispenso qualquer decaimento que não seja a palavra da arte; antes, busco reconhecimentos sem razões, grandes noções e conhecimentos, decepções de desvios e de impossibilidade de sucesso; também, sendo assim, exulta uma afirmação romântica; aqui e ali transformada, arranhada, que o gênio ainda faz parte e poder. É uma praticidade do ensaio no mundo: não há e há conversões para ter tentado tudo, adversidade do acolhimento, decaimento no solo, como convém, ainda que de maneira pobre, homenagear o pensamento da arte na prefiguração do punho. Linguagens, filosóficas, embora, para desenvolvimento, leiam-se as ideias de lacunas em lacunas: a constituição da possibilidade do caminho é para facilitar, ou não, a distância dessas leituras; mas todas as relações da escrita são literatura: América num, Velho Mundo noutro – travessia em todos. Mantive a palavra onde supus que a aventura estivesse, outras são panorâmicas, da cultura, talvez tenha esclarecido (acredito que não) essa ideia provisória de América: a projeção do ponto se faz como complementação. Por lançamento de hipótese, inovo e elimino no horror branco da página todos os estudos. O presente conta, porque aqui começa também o pensamento da escrita na passagem de ninguém. Para ler, a literatura ao menos, com relevo, como herança e cultura: devagar, este devagar, com expressão, alguma arte, muita contemporaneidade. É um acolhimento de ideias e de heranças e de desvios e de outras posições: aqui, tudo se resolve na transferência. São posturas e é o juízo; uma determinação do prolongamento do outro, duas posturas: são motes, são movimentos, são efetivações da intenção da pronúncia, são inclinações, são gestos. Mãos de ninguém, dos outros, quadro sem inteligibilidade, mundo sem certezas que nos aparece nos descobrimentos – América. Dos estudos, com escolhas registradas e absolutas; o que o enraizamento viu, ou não viu, nas formas, fora um e outro ser em travessia, a origem esboçada com empréstimo e a ideia do declínio da América e do redescobrimento, fundamento de precariedade, foram situações e flexionamentos da língua, em oração, nas regiões – as declinações do mundo. E já é inabordável. Iria além em atitude de investigação e interesse pela remissão do pensamento. A escrita da literatura, leitor, é trabalho, palavra, presságio, herança, em perspectiva.
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