A flutuação termina. Ele falou na cidade a respeito do crepúsculo das vidas. O seu pensamento infeliz e debruçado é como uma luz à beira-mar. Volta agora aos panos para a vela. Parece um mar caiado. Trata-se de uma longitude que todas as outras gaivotas tentarão imitar. Mas, e dado serem pouso, dado serem água e usarem o sol embarcado, nunca conseguirão ser remendadas. As suas cegueiras são dardos de sangue. Trata-se de mais um entre os muitos fatos que registrarei no meu livro de noite. Quando for dia, andarei sempre com um ninguém, um ninguém bastante alastrado e com muitos nomes, todos organizados à porta do oceano. Tomarei nota de todas as escritas. No risco da carta colocarei o fundo do mar. Se, na rua, descrever a solidão do homem nas pérolas dos anos, procurarei no coração do dia da cidade. Ser-me-á como lentíssimos barcos. As escalas às portas da inclinação projetam os seus séculos crepusculares na dúvida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário