quinta-feira, 21 de julho de 2022

39.

Sinfonia incompatível à sensação do sangue que se anuvia na balbúrdia e tem uma orquestração que faz os crimes e, no espasmo das orgias, vê um mar análogo por estrépitos vendavais. Ao subir no furibundo calor que sonha o espírito das nuvens, antes de haver as poeiras, a lucidez assaltou uma veia de pirata e pirataria. Fugi com os barcos. Tive a marítima impressão que presas vermelhas sofriam, querendo-me no terror ali adiante. Suas loucuras compus nos crimes. E o barco com as minhas gentes é a brisa das nuvens do céu que elas comicham ao longo da irreal alma. E não assalto os elementos que são como um crime. Não vivo mais. Nada, esta espuma. Não rasgo mais. Tropa ao inverso. Jazo na chacina do barco, entre quem abro e quem me abre. Daqui da chacina, estripo o lugar conciso, sangue componente, tragédia dentro do local. O sangue do pirata corre na minha carne sonhada. Sanguínea alma que faz e perde e então acompanha tudo.

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