sexta-feira, 29 de julho de 2022

47.

Os cais acendem a sua madrugada em todas as pedras. Aqui, os espaços são baços. Mesmo sob a névoa da angústia, seu liso sentimento cintila e fita, como a tristeza do sol. As janelas nos refletem. As saudades nos decoram. No horizonte despi minha madrugada de pedra e sacudi de meus espaços o navio da angústia. Na boca do horizonte a imagem do espelho é visível – é um silêncio uma linha um espaço ao redor das angústias e das pedras, como um vento mais intenso e deslumbrado.

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