domingo, 3 de julho de 2022

21.

Desse silêncio, só quero ele – apenas ele nos corpos. Há um repouso irrompido (raiando as areias) que toma de assalto barras de luzes e, no lugar de tardar os nomes, desperta noites apalpadas que nada mais são que bastões brancos – tudo levado na muralha do rompimento, formável, humanizado e avançado, sem coração e acolhimento. Do lado de cá do pinheiro, a cidade parece ser mais chuvosa. A amiga azul, a hora. Mas há o mar, a palavra dita. A árvore promete. O nome é de sombra. Fuga da morte. Acrescenta uma sílaba longe dos ouvidos e diz nas pedras da água. Um círculo e tudo se estende em mãos de ninguém – a palavra apedreja os visíveis choupos.

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