quarta-feira, 6 de julho de 2022

24.

Acordei com essas mãos saídas demais. Quando a hora cair, estarei a debulhar os espantos geográficos. Sobre a mesa volta a todo momento o meu navegante Camões. Ele se deixa nos ramos. Continuo. Floresço. Poucas transparências são a inteligência inteira que imagino arder depois com as ondas. Elas, aliás, deixam trovões tombados que tendem a se transportar libertos. Quase sempre, multiplicam os cantos com esplendor, brotam oceânicos e derramam, semeando os territórios e fazendo enterrar os tempos estreitos dos rostos, cobrindo as mãos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário