sábado, 9 de julho de 2022

27.

Eu sou o pensamento, enterrado na vida, como os mundos sufocados existindo junto ao horror do inferno. Eu sou o frio na alma encolhida, enquanto os arrepios e os pavores se querem contra o desaparecimento da consciência. Eu sou o vulto do tomado pavor entre os horrores universais. O sufocar das almas vive minhas consciências. Deixo-me pensando o fitado mistério compreendido do sonho. Eu bem podia abrir a loucura tenebrosa, as trevas de negrumes para o luzidio terror. A sensação vivendo os mundos impossíveis, sua fechadura laçando a compreensão. As almas são gélidas. Sonhos se pensam de pavor. A lembrança roça mantos. Que escuras as coroas e os sinais! Isso só pode ser o temor da vida, emudecendo, emudecendo, emudecendo.

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