Pairando com as asas altas e grotescas, as mãos morrerão, voltando ao forte gosto do mar, inclinando-se nas águas turvas da única tentação espelhada. A explosão da minha cabeça cruza relâmpagos que se combatem. O sal da terra oscila, pintando e apagando os impossíveis. O pássaro sem ar voa com seus justos dispêndios de moedas estranhas. Vento em folhas no silvo das águas que ouço. Reflexão! Curvatura do dorso e dobradura dos dedos. O olhar. O esquecimento. A pequenez da infinidade banhando o ar indispensável. Assim, as mãos, transmutando as sombras arrojadas, avançam como vingadoras opiofágicas, deixando-se com as sombras pensadas no papel, deixando-se com as medidas luzentes nos ombros do mundo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário