Audacioso está o vento, velando o pano na gávea posta em ventos. Ficam envelhecidas as guitarras maritimamente perigosas e cantadas que se navegam a cada repetição em palavra ouvida. Mas isso não aconteceu, obviamente. Desembarca o marinheiro sublevado, desertando devagar uma ilha qualquer. Põe o sol tropical na ponta de uma verga. Intensifica o gesto, tatuando imaginações nas veias com outras cores. Explode a obscenidade na tragédia e parte o sangue ígneo e cerebral de um mundo longe dos sons. Estoura. Amarrado em si, estala as canções. Berra. Como canta, apavora e se apavora ferozmente. Irreais vozes morrem no rosto. Estoura, por fim, as partidas quilhas no fundo do navio e fragmenta os marítimos corpos nas amuradas que os dedos decepam.
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