segunda-feira, 4 de julho de 2022

22.

Os silêncios do corpo repousaram todas as areias irrompidas com raios e barras, rompendo-os e luzindo-os com os sonos das tardes, nomes, noites, levezas e tudo o que seus despertares apalpados podiam formar. Humanamente, avançaram com as cidades e chuvas, acolhendo-as sob a amizade de sua hora marítima. Até que se azulejou um dizer, do qual alguns palavraram e prometeram a sombra, silabando e ouvindo as horas marítimas de suas circulares pedras. Então tornou a palavra, novamente, estendendo descidas de abraços dos fundos enraizados. E viram, por fim, que assim havia anoitecido os céus. As mãos então esqueceram que todas as horas sentenciam os olhos do poema.

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