Estou só. Vou à distância pela alma. Todo o momento parece estar a agir de acordo com a pedra do sol. A madrugada de todos os homens é assustadora. Todos os momentos sabem que vou à distância pela alma. Todos. Não devo chorar deste cais, devo encarar as nuvens com a essencialidade devida. Agora, os volantes da humanidade da manhã abrem-se de par em par, deixando os navios partirem. A angústia que há no porto e no cais olha-me. Vejo-me obrigado a fazer silêncios e silêncios, colocando assim qualquer fundo de sentimento entre mim e o mistério dos sentidos, das águas, de todos aqueles pontos no cais. Se assim eu não fizer, me verei obrigado aquilo, de novo. Lá está o porto. Lá está a antemanhã. Estão ambos juntos às horas, envergando o espaço das janelas e transportando os seus mundos. Têm uma náusea de espírito. Apesar disso, estão independentes.
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