Inicia simplesmente como marinheiro. Cuida que poderá fazer algo correndo. As mundanas aberturas foram postas ao rumor das aves. Embora as veja ainda, nas costas, esvoaçando-se, sente a espera um pouco mais. Mandou-as para outro país. Sopra, assustado, o espelho. Tudo está no corpo. Absoluto. Escuta alguém falar no ar. Observa a disposição daquele osso ao se lançar contra noturnos corpos, depois de vogar os abandonos. Segredo. Talvez pudesse arranjar alguns regressos para aquela paixão longínqua. Mas nenhum deles dá conta desse dia de funda nostalgia. Segredo. Depois de vogar os abandonos. Fica por ali a observar os espelhos e os surgimentos. Não para de olhar desde a manhã. O mar já se fez em crescimento, condensando os búzios daquele pequeno movimento de pálpebra de alga. Está frio. As medusas estão luminosas, e as mundanas aberturas, ao alcance das mãos. E ninguém passa entre as falas do peito. Só as extensões embirram ao olhar para a areia, secreta, depois de todas as lendas. A crônica dos esquecimentos. As enigmáticas linhas das mãos. Os insetos sobre o esqueleto. O metal bem junto do frio, no sêmen do coração. A devassidão, quase corpórea, de uma salsugem que alguém traz para passear em suas milenares sombras.
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