sábado, 10 de setembro de 2022

90.

Angústias em expiação de púbere mudez lá como cá – cingindo, avançando, consolidando, contato com a lucidez do ar, penacho. Há o invisível no milagre que se pode respirar em cintilante fronte. Estaturas sombrias de frágil tenebrosidade. Torcida sereia que em cada escama há, impacientemente. Riso a espera na vertigem ereta. A vertigem do tempo – esbofeteada bifurcação entre rochas. Sol falso. O súbito evaporado. Brumas quando se alastram e fluem. O marco da palavra chanta o infinito exitoso, estrelar, de caimento de pluma, de rítmico suspense. Vela a sepultura, mas a sepultura, esse elemento primordial, é ela mesma ante outro a violenta espuma de Afrodite a passar, esvaindo-se e separando-se na trama do tempo. Assim, o sobressalto, fenecido e delirante, entra e sai a criar mundos com o bico reverso da agulha de marfim. Neutralidade idêntica no abismo. O nada memorável, a crise exibe o evento da ausência na ausência. Resultado nulo, humano lugar.

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