terça-feira, 13 de setembro de 2022

93.

Na insinuação do silêncio, uma brancura. Enrolada nela, partirei, assinalando o que a ironia me deixar. Todo mistério precipitado aqui é um turbilhão de uivo com a hilaridade do horror. Todos os vórtices são um indício rumo à fuga. E agora, aqui, longe daquele embalanço, sento-me na solidão perdida e medito com minha pluma. Possuo para sempre e sempre o desencontro, enquanto aquele gorro pousa na imobilidade da meia-noite e na sombra que sobrevive à gargalhada arrebentada de todos.

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