sexta-feira, 16 de setembro de 2022

96.

Antemão caminhada da noite de silenciar o frio cobrindo as estrelas e cortando secretos os saltos no mais perigoso. Anoiteça! A estrela julgada na verdade por este reflexo. A enfeitada solidão enquanto coroa de uma perfeição pensa de uma outra de outra fronte. Aqui, transparente quadro que lamentas no muro. Brisa muito em flor para ser cantada. Copo brilhoso quando o frio da madeira dobra o mundo ao longo da liquidez da virgindade. Águas contorcidas no poema. Rigorosa decadência de morte em ruína. Fundas agora os instantes e a real aparição. Chorai! Chorai pela surpresa deste gesto.

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