quinta-feira, 22 de setembro de 2022

102.

Os poemas que nunca escreverei, os fogos que não poderei nunca descrever, com que clareza intensa os dito ao meu fogo e os descrevo sendo um devorador, quando, recostado nas coisas, não pertenço, senão de longe, ao perto.


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Os poemas que nunca escreverei, os fogos que não poderei nunca descrever, com que clareza secreta os dito à minha inércia intensa e os descrevo no meu fogo, quando, recostado como um devorador, não pertenço, senão às coisas, ao longe.


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Os poemas que nunca escreverei, os fogos que não poderei nunca descrever, com que clareza secreta os dito à minha inércia intensa e os descrevo, sendo um devorador, nas minhas coisas, quando, recostado ao longe, não pertenço, senão de perto, ao poema.


***


Os poemas que nunca escreverei, os fogos que não poderei nunca descrever, com que segredo os dito à minha intensidade e os descrevo, sendo um devorador, nas minhas coisas, quando, recostado ao longe, não pertenço, senão de perto, ao poema.

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