A transparência do quadro se vê desfeita na flor do corpo a entreabrir como a brisa no muro, não o brilho da madeira. Este frio da virgindade de uma liquidez de água e mundo contra o rigor do poema mais flutua do que sepulta a surpresa do mundo. Mas junto ao gesto da mão o toque adormece na mesa. Vocifera o rendado de dúvidas extremas e o supremo leito acaba. O inimigo calmo, sabedor da discórdia da voluta, espera. Ele não toleraria o sonho e a luta de uma mandora de nada, acostumado como está com o vitral do ser. O jogo desfeito nos concede o entreabir da ausência. E nós, branca e oculta vidraça, entregamos a ele a dor a esmo, o eco musical e os dedos a pousar no ventre filial.
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