sexta-feira, 23 de setembro de 2022

103.

Escrita do mar, denominação da rua de abril, vejo-te inscrito nos interiores. Na atenção ao escutar da frase, coisas são sílabas da gravação que atam os espaços do tempo escrito. A procura do mundo brilha e palpita na sabedoria do nosso real. Minhas explicações comprimem-se contra os olhos que me separam do confronto, e o método da nudez que reina entre os pensamentos me percorre sobre a terra. Posso envolver o sol nos ventos do mar e fazer da biografia de um rosto um pedido de um cartão sem identidade. Apoio o mundo em opiniões e perguntas geladas. A questão das datas e das moradas me parece eternamente em suspensão diante da visão, e um acrescentar das horas da morte parece estabelecer-se entre a lentidão e o dia da lentidão.

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