segunda-feira, 5 de setembro de 2022

85.

O deus humanizado, de harmonias cósmicas, de mãos na testa. Pensado desapego. Lá, a emersão do amor. A praia-floresta da nostalgia. Uma festa. Um trespassar. O espantado segredo ressurgente, uma fonte e o projeto quebrado. Templos medidos e arquitetados. O eixo da construção do futuro. Do frontão, já o poeta lambe a antiguidade, reverberando a animação dos objetos. Genial nome adornado. A propriedade do bosque. Todos os lagos. As cidades, nações de cada sentido. A égide do estudo do gênio. A deidade e o sistema formados num culto – o desassossego e a derrota num tecido ancestral. O mito muda outra vez. Talvez agora? A primeira sensação no seio. Opressões da janela no girassol do castelo. O sonho se espalha pelas brumas. O sentido brota como um leão fora da jaula, faminto.

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