quinta-feira, 8 de setembro de 2022

88.

Bombardearei, agora, o futuro da elevação ordinária que verte a ausência. Lançarei projéteis e mísseis de qualquer marulho inferior. Depois, balançarei as pernas no vazio para dispersar o ato vazio das palavras. Quando a minha artilharia tocar abruptamente naquela mentira, pequenas partículas ascenderão nas paragens do vago. Verei sobre a minha cabeça a realidade dissolvida do que antes era apenas o resultado nulo do temor e recitarei tulipas selvagens de memoráveis crises e de arquipélagos-sonhos em mãos de ninguém.


***


Irei, agora, lançar uma bomba em Ítaca. Lançarei rasuras e périplos de além-memória Odisseu. Depois, sentarei balançando os fogos no fim, multiardilosamente. Quando o meu avesso tocar naquela consolação, pequenos extremos espelhados ascenderão e, mortos, cobrirão o resumo com outros limites. Assim, balançando as quilhas ao toque, verei sobre meu mar a viagem desprendida do que antes era apenas guerra e recitarei ondas de mãos e de salinas aventuras.


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Vou bombardear o além – agora! Lançarei declive de fogos e obliquidades afora o interesse. Depois, sentarei balançando uma constelação numa superfície vacante, superior. Quando o choque sucessivo tocar no cálculo total em formação do poeta, a vigia ascenderá e, rolando, cobrirá a dúvida com brilhos vagos. Assim, balançando algum ponto com o além, recitarei todo pensamento que emite um lance de dardos.

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