terça-feira, 6 de setembro de 2022

86.

A vastidão da terra esbranquiçada pelo sol, castigadamente. O vento leste aviva a rapidez dos redemoinhos feitos e desaparecidos. O amarelo e a pequenez das flores nos galhos de alguns arbustos. A finura e a palidez do azul da linha traçada no lago, sob a raridade celeste da porcelana, crescem em queda atrás da claridade da nuvem molhada na água vítrea dos cornos que se aduncam junto à grandeza dos cílios esmeraldinos. Um interlúdio de sombras de torres e demônios traça um sol, sob o infortúnio do estrangeiro do monte, uma pirataria marítima atrás da lembrança do dia. Declina na tragédia do crescimento uma das sombras de ônix, junto a três geniais tristezas de unção, na evocação dos olhos.

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