domingo, 4 de setembro de 2022

84.

As sombras caíram do ruído que batia na regularidade. Tombavam impróprias, lentamente. Não assistia à opacidade que o coração furtava das duas brechas. Divide o ruído e, com aparições correspondentes, nota infinito o clarão dos olhos. Outras sombras se largam da superfície. Quase poliu a mesma figura inferior. Ainda com aparições correspondentes, não alcança a luz das poeiras – aqui, na evasão, sombriamente.

Apenas uma sombra e uma sombra e só. Talvez um ruído entre os ruídos. Progressões em todas as coisas com certos intervalos de desaparecimento. Poucas trocas de palavras e todas as dúvidas. Nunca disseram o atrito. Talvez falassem o ruído camuflando o traço em voltas de explicação ao não dizer os nomes de lá e os outros de lá longe. Iniciaram medidas incontáveis. Acabaram sempre nas sombras de um outro traço. Sombras outras e outros ruídos entre os ruídos. Apenas uma sombra e talvez um ruído entre os ruídos. Silêncios, veladas naus. A flâmula retida, exposta no sorriso dos pés. Outras partidas talvez sejam capazes de cantar, caso houvesse errado com o mar. Eu não posso me fazer. Cantado, aprecio recursos de ideias. Desabo a angústia quando penso nessa história amarga que realiza essas memórias que me envolvem todo. Desaparecido, confirmo a leitura.

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