Poeticamente gira. Mantêm-se em giros. Moram. Içam-se. Caminhos da medusa. Caminhos da arte. E o que se explicita se desenvolve. Transpira-se desenvolvido. No caso, desenvolvem-se. Quantos são os poemas? Na investigação, a existência percorrida. Algo se toma no tropo e procria girando. Algo acontece. O arremesso, a disposição, é a chegada. Medida disposição. Tomado empréstimo. Figurativo é o encontro do vazio, da ascensão, ali embaixo da procura, nas vibrações, nos poderes. A colheita é da travessia. O grito se lança, carregando-se escrito. Transformação ida. Cabe-se, por mais falas, o afogamento. Rugem as palavras querendo içar outras – roubamos. Cruzam e vão arremessar depois. O acontecimento procria. Seria preciso tomar as existências que percorrem. Investigar os desenvolvimentos. Incluir todas as perguntas. E o giro é apenas uma explicitação. As moradas se podem buscar em todas as bebidas. Ali, em cada visão, o deslizado crescimento, caindo, acenado, convertido. Talvez ainda possa girar outros autômatos. Fazer voar, depois da viagem, na proibição, nas sobrevivências, na escalada, na escala de cada verso. Artisticamente, é claro, claro. O poupar atravessado, repousando o irrompimento somente – figuras e tropos! O giro se metaforiza como um rompimento, aqui, não muito luzente (apenas no momento do choque – segundos), porém ao começo, começando. Respiram flutuações do vulcão, o irreconhecido giro. O acolhimento se perde dito. Ela ainda invocada (sim, ela). Nosso desaparecimento: o giro de uma tentativa aparada. Tentativa mexida. De vez em quando, talvez se possa simulá-lo. Inclinar os dizeres nas ousadias. Respirar os giros, outras respirações. Duplicada queda até refletir. Transmutadamente chamados. Isso já é o dado cometimento. Todos os chamados são voltas, sim. Os giros transferem-se no movimento dos chamados. Ninguém deixa de voltear. Ninguém deixa de buscar a vida das travessias que vê e se perde, caminhando o que se deixa e se abandona. Visões de chamados, de vestimentas, de aprendizados, de vidas desdenhadas – as mãos de ninguém. Visões e invocações. Perdições que dizem a colheita do desaparecimento. Sonham o sem abertura e tornam a prosseguir a construção da arte na arte. As escritas não se reduzem. O giro por desvendar, como uma leitura deles mesmos, mas o saber de todas as artes, derrama-se e bebe em cada esconder. Em cada um deles, a cravada morte se avista e habita e inunda subidas na volta demorada de cada risco de navegação. Cada procura é a descida que esquece. Encostam a soterrada e ouvida cintilação ao presságio, movimento, disposição e medição. Movendo, chegam na falta do empréstimo, nas tomadas do vazio. Em cada encontro, as ascensões das procuras de cada vibração acolhem seus giros. Ali se atravessa: lançar o que se grita é a própria escrita do que se grita – reparar tintas. O giro de cada escrita nas idas e as idas na escrita. A transformação do absoluto é o cabimento e a fala do rugido afogado. Isso se iça no cruzamento que cada arremesso faz para procriar o giro da transformação do absoluto. Nada mais é, portanto, do que a tomada da percorrida existência do que os poemas são: falas de rugidos afogados.