sábado, 26 de novembro de 2022

166.

A natureza começava a repintar na tristeza o crepúsculo do dia consumido na vida. Os choros, com as mãos no tempo, coroavam os monstros. Do pano de um dos poetas, o pensamento observava a umidade, e a evaporação se derrama como um pouso de pinhais.

Que pensamento imóvel aquele que o choro antigo contempla. A embebida cidade torna-se lida; os poetas acabaram de ser criados, quando a antiga reta dos anos vem devolver o musgo ao envelhecido mar que existe entre as flutuações. Eis que ele decifra novamente o que vê. Um papel curvado canta. O mar é o pó. O nome da rosa é uma feliz lua. Todas estas cartas são um olhar. O pouso dessas galerias é mais espantado que as infâncias germinadas da mais desatada sombra.

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