terça-feira, 8 de novembro de 2022

148.

Silêncio sobre silêncios sempre estão girando desde o palácio até o archote como resignações numa vida de montanha – em fervor, rebentação, derivação. Mas são sempre luz os que atravessam a súplica longínqua dessas pedras. Da região do clamor zanzam sobre jardins: seu trovão veste, face a face, a primaveril agonia e o cárcere de gelo em torno de suas reverberações céleres. A andante com o fogo aceso medra a tempestade brotada do nosso único vínculo dito com o mundo: a arte. A vida ainda não é o bastante.

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