Continuam consumindo os lápis de carvão, sol branco em noturno oceano com cegos rostos ou com a infância, essa fixa vela. Quando a pertencida rua é caiada nos olhos do corpo, voltam à sua sílaba, vegetal e iluminada, ao seu linho e ao seu silêncio. Perduram em imóveis flores, em um modo de esconder, no mar do poeta, da risca, do remendo, em reduzidas felicidades e em alastrados nomes. Na sonhada ideia do papel quando o sol escreve o poeta.
O ar, o verão, o dia, a embarcada água, as recolhidas físicas que não lerão as extintas cerejas que me restam, o meio-dia e o dragão, um olhar e em suas palavras a magoada palavra, palavra de uma folha sem dúvida aérea e já branca, o debruçado receio pequeno em que arde um imóvel som. Quantos poemas, luas, papéis, lutas, veias, linhas, nos servem como embebidas cidades, desaparecidas e loucamente bordadas. Durarão, todos estes poemas, para além do nosso abandono.
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