Relativamente ao azul, à medida que ele se espalha no rosto, ao redor, com rastros reconduzidos pelos dedos, pela pérola do esquecimento, tudo foi dito, granizo, em melancolias algumas sobre o lenço. A despedida, como momento, sem a poeira, comporta uma comitiva à casa e simultaneamente o local do sacrifício. Nos olhos, nos cabelos e nas mãos desfalece em flor, negra, a boca que ilustra muito a irmã-palavra que se estende na janela ao longe em flor, hora e resina de pássaros, flocos, tudo com pluma de neve e em vermelho. Sua vida com os grãozinhos de gelo transmutando seu bico de verão e de corpo, esses raios sobre as areias, barra, olhos, frio: é preciso mover, véu a véu, do um ao outro, com noite ou forma, a pedra do ar como que posta nos olhos por uma mão.
Que uma escuridão se associa às palavras de verão com flor cega ou aquática ao ponto de sustentá-las, em crescimento, como seu coração. A forma reside nessa parede de palavras. Martelo no ar e neve produzindo o ombro de amoreira no verão ou a folha no rio-norte de futuro em redes: reconhecer, sombrio, nas pedras, rosto, noites à distância do pensamento da arte. Um estigma sempre flutua entre o dique aéreo e as palavras. Que essa massa satisfaça embandeirados seres com aquilo que se chega pela imagem na cópia do tempo. Tudo por aqui acusa as palavras milagrosas que foram incluídas na cratera do mar. Algum primórdio renascido ultrapassará negros sobre brancos, nos quais, ao menos, denuncio, só, o cinza maduro na mudez: ajudado que sou, tardio, pelo silêncio superestrelado fornecido apenas com a busca de sua bebida pela minha muito pouca visão consciente, voluntariamente, no deslizamento do aceno em direção à queda de palavras celânicas.
Esses acenos, numa convergência de voo de alguma viagem exceto a permanência proibida, importada por esse aceno: sonha-se, aqui também, com escrutinar a arrumação dos saberes. Toda sobrevivência vem do poema, ampliando uma nova escalada, ou com o poema se funde e se incorpora o pouso de outros sonhos. O repouso da travessia, ao sabor de irrompimentos, rompe pelo começar do luzir com respirações e poesia, torna-se muito petrificado pela cabeça da medusa. Assim esse autômato da arte em torno do poema, grande em tropos de figuras na qual aquela direção as comanda, com palavras, aí planando absolutas magnifica tudo até tudo dissolver, aqui: realidade, pois tudo obedece a um impulso de existência metafórica, e as palavras resumem, pelo querer em investigação extrema de cada topologia e dardejam seu lugar, perguntando, desafiando – no mundo pelo hóspede de condensar a partir de um nome quase, muro, em sobressaltos feridos em folhas de tempo, de conversa, de crimes tremulares, de pedaços de mar e capitais inocupáveis.
Limites da eternidade! Que proferir uma impotência a respeito enquanto ela mesma se manifesta, aqui, a poucos metros, para a edificação de tentáculos, parece impossível, também aqui, porque, sobretudo agora, isso confunde a atenção matemática dos matemáticos sem autonomia. Cálculo do poeta – arte projetada absoluta.
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