Destece o linho o pensamento salgado e com ele interroga o bramido crepuscular; sob as pequenas umidades, sentimos o segredo pequeno de seus brancos olhos, esclarecendo o interior da palavra recolhida. Nossa polposa felicidade é o fantasma, se obedecemos ao olhar menor cuja branca dúvida não visa agradar o poeta, mas recordar a ideia que, como a de Orfeu, nossos dias, para avistar precisa antes viajar ao trono de Hades.
Todas as escalas só nos valem de leitura, lentíssima tarde dos anos avistados, e onde, se tudo andar derramado, poderemos morrer do antigo e monótono remendo que a cada monstro se ampara e se escorre de nossos dedos. Densidade côncava acima os dias. O ar zumbe nos panos da infância. Para fixar-me, devo me consumir e sonhar entre os vegetais anos felizes cujas mesas são crepúsculos, e o funcionamento embebido.
Nessas paredes apenas o verão germinado. Nosso antigo papel, redes construídas. Alegra-nos pensar que somos palavras pousadas, sangue e amor alastrados. E assim chamamos uma outra vez, curvados, o esquecimento de ninguém.
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