segunda-feira, 7 de novembro de 2022

147.

O outonal pinheiro de um tempo em areia, mesmo secular entre ânforas, flutua criando a roda no espaço tão silencioso e tardio, como estátua de ano de divindade em divindade a rastejar, como ar que chove atrás da coluna de silêncio. Do cantado sonho da surdez ébrio estou, da surdez que o dia descerra, e, no fundo das liberdades, os jogos aguardam – coisas. Os búzios, as lisuras, os silêncios dormem em sabedoria, dormem na transparência dos corais, de sua condução emergida. Se a grandeza é partilhada sobre o pátio do sonho e em súbito o mar entre as almas ergue-se perigoso, e o desastre e o sufocamento cheios de sonho, e grandioso no pátio de cada dia, esses jogos tão silenciosos trazem muitas almas agora.

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