domingo, 20 de novembro de 2022

160.

As grutas lavram no líquido os desenhos, e o vermelho que morre é caminho e água. Os pousos e os olhos que empalidecem na balança quase não existem para a fuga que está sonhando uma mudez. Não o turba a linha, esse mar no surgimento do mundo, nem o toque do silêncio. Livre da rouquidão e do olhar, lavra um palácio, o deslumbramento do mundo que é todos seus espantos.

E continuam escorando as tempestades, claridades em cristais com vibração ou com respeito, esse outro sagrado. Quando o serviço é tempo no centro dos magos, voltam à sua casta, à sua música e à sua vida. Perduram em imensidão, na fórmula constelada, num espírito, num ninguém, em bênção e em venerandos. Num fluído de encanto quando um mestre embravece o mistério.

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