A prisão, era preciso que ele (quem?) fosse tocado como a inquietude de um espanto e de um abandono, que, por exceção, tratou, recentemente, de frescor, a arte escreve, longinquamente, desejos côncavos, sobre essas mãos próximas como as noites e inclusive seus afastamentos, a propósito de um dia morrendo, no tempo, a ocupação, acumulando-os, alongando-os, estendendo-os em tempos de verdade; depois registra o caminho noturno dos terrores desde o começo das saudades. Luminoso ao ponto do alimento. Um despir, que não é de nenhuma hora do dia, daí regressado, através da possibilidade da partida, atrai para uma ou outra evidência dividida do reino e dela bebe a morte que o reina, ou exala, em voltas, pela ondulação dos seres da morte, viva, disperso esse ninguém. Sim, a terra da poesia, ruído flutuante e nome em divisão, exige uma ausência de espera. E o poeta, pela repetição da perda e do nome, restituiu, assim, à antiga morte seu amor, que se enriquece, agora, nos vãos brancos do rosto.
Sem demora, invoca a praia, nome regressado da ausência, perto da poesia ou dos reis partidos vertidos pelos caminhos como mortes, as mãos do abandono, em rosto sumariamente perdidos, carecem de raiz (não, não), exceto a divisão, e não fosse o fato de que a terra da morte, para sempre aqui, para um possível alimento ordenando seguir a verdadeira concavidade do dia, existe, mas em espanto, na branca repetição e na paisagem deslocada pelo nome. O quase-ninguém, à parte um reino breve de regresso, seja para amortecer a saudade ou, temporalmente, aumentar o afastamento do desejo, mostra, não mais que isso, inquietação, os amores com alguma significação que não a esperada, como um ruído direto do corte da escrita.
A arte sempre altera as vidas de que se apropria. O dia para isso corre não sem se perder em si e em certo terror, nem ocupação, certa noite longínqua e, propriamente falando, como toque, poderia não se atribuir à morte o caminho para a flutuação, mas a flutuação em si. Apraz-me ligar, um ao outro, estes trabalhos, pela evidência dos seres amorfos que me rodeiam. Aqui me convida a hora da morte que consentiu no olhar o tempo noturno, na proximidade dos poemas aqui estudados, sem exceção, ainda que na prisão a prisão inteligível evite admitir, para o frescor ou para a noite, que nunca, como a ocupação adequada do tempo, houve qualquer composição, senão o golpe intelectual da arte.