Estou só. Vou à distância pela alma. Todo o momento parece estar a agir de acordo com a pedra do sol. A madrugada de todos os homens é assustadora. Todos os momentos sabem que vou à distância pela alma. Todos. Não devo chorar deste cais, devo encarar as nuvens com a essencialidade devida. Agora, os volantes da humanidade da manhã abrem-se de par em par, deixando os navios partirem. A angústia que há no porto e no cais olha-me. Vejo-me obrigado a fazer silêncios e silêncios, colocando assim qualquer fundo de sentimento entre mim e o mistério dos sentidos, das águas, de todos aqueles pontos no cais. Se assim eu não fizer, me verei obrigado aquilo, de novo. Lá está o porto. Lá está a antemanhã. Estão ambos juntos às horas, envergando o espaço das janelas e transportando os seus mundos. Têm uma náusea de espírito. Apesar disso, estão independentes.
sexta-feira, 30 de setembro de 2022
quinta-feira, 29 de setembro de 2022
109.
O marinheiro elevou-se em corrida. Abertura de mãos, abertura de mundos, todas elas se abrem num rumo de aves por sobre as costas, contornando o país coberto por esperas e deixando pequenos sustos de água aqui e ali, espalhados a cada debruçar. Deixam atrás de si um espelho de corpo e ar. Os ossos, que antes eram noturnos e de um vogar de abandono dos corpos, são agora marcados por regressos de segredos. A paixão tinge-se de longínquos dias, e o fundo, dançando na nostalgia dos espelhos e dos surgimentos, transformou os olhos num mar composto pelo crescimento de búzios. As pálpebras, com os movimentos luminosos de algas e medusas, ensaiam agora um ou outro alcance da fala, na extensão do peito, como as crônicas das areias, até acabarem por se calar subitamente como lendas, afastando-se do esquecimento e esquecendo-se. O enigma fez pousar insetos ainda mais largos no esqueleto. O metal toca em qualquer fio de sêmen pousado no coração devasso, transformando-o numa salsugem do corpo, numa separação de um milênio de sombras semelhante a uma imobilidade do sono. Tornou de terra as descidas dos esquecimentos e de tudo, traçando o rumor das navegações nas raízes da água. À medida que a espada perscrutava, aqui e ali, os mastros iam despertando, transformando-se em insônias cobertas de ácidos e lumes, incertamente.
quarta-feira, 28 de setembro de 2022
108.
No momento em que dobro o infindo périplo da rasura, ponho de parte a além-memória do último fado de Odisseu. Contudo, sei que vou esticar o regaço de Penélope ao fogo para que possa tocar no multiardiloso avesso da consolação de Odisseu. Quando o tocar, ficarei mais no extremo do espelho de Thanatos por sentir qualquer coisa do resumo da morte no Éden. Agora, já não me posso afundar nos limites da vigília com quilhas. Já não posso cair através do toque de Prometeu no mar. Estendo a viagem do guerreiro nas ondas e fico com o sal da mão e o fósforo. Estou por cima do sulcar da aventura de Hércules. Já não estou entre os deuses de Odisseu e Lúcifer. E tudo é a glória e a ira do aventuroso entre vigilantes colunas. As sereias nas ondas e os esconjuros de Poseidon tornam-se o passo da penúria dos deuses e dobram a cor do céu, na cicatriz para o Éden. Fora de mim, o meu passar e a minha partida podem divagar o escarcéu do vinho no peito. Penso no transgredir do mar, o coração arcano de Poseidon. Estou na medida obscura do destino. Navego sozinho pelos pontos do mar. Mas estou-me a naufragar no sigilo do caos! Aquilo é o desatino em repelida. Isto é a sigla redonda do pélago. Porém, eles distendem-se, alongam-se na fronteira entre abismo e oceano. Afundo-me na serenidade do sopro ao extracéu. São nautas ao Éden aquilo que tenho pregado ao lacre do destino. Viajando através do canto premeditado, vejo o terreno proibido, e, de repente, elas aparecem por detrás do transpassar da convulsão de Odisseu para dizer o aportar da palavra no paradiso véu. Elevo-me no amargor do passo interdito, saltando com os lances dos sinais. Todavia, acabo por cair no pranto enigma do extremo que está no torvelinho de sereias, onde elas se sentam abanando a missão-carena ao céu dos poemas, os olhos tão duros como o ultrassom naufrágio de Odisseu. Desperto da minha ousadia transfinita! Olha, aqui está a declinação da lenda. É melhor sair com os ouvidos de Odisseu. Mas eles amontoam-se no além-retorno da antiguidade, arrastam-se por entre os instantes humanos. Fazem-me virar as teias de Penélope. Fazem-me tombar o pervasivo fado das águas.
terça-feira, 27 de setembro de 2022
107.
Referem-se aos espichados e imóveis repousos da madrugada magna. Os cascos se fazem sobre os seios de trevas que solicitam a crivação de um navio ao afundar devagar. A preparação e a passagem da conquista – capitão e tombadilho. Os frios superiores. No fim, as palavras navegarão semblantes, retroagindo no branco que o papel abona quando está capturado pelo cadáver de uma criança cujo rosto ainda sonha na cabina. E assim nada se herda sem o longo bruxulear da velha morte do lobo do mar. É ele quem porta em seu cabelo branco encaracolado o cuidado disforme para além das pilhas de corpos.
segunda-feira, 26 de setembro de 2022
106.
A transparência do quadro se vê desfeita na flor do corpo a entreabrir como a brisa no muro, não o brilho da madeira. Este frio da virgindade de uma liquidez de água e mundo contra o rigor do poema mais flutua do que sepulta a surpresa do mundo. Mas junto ao gesto da mão o toque adormece na mesa. Vocifera o rendado de dúvidas extremas e o supremo leito acaba. O inimigo calmo, sabedor da discórdia da voluta, espera. Ele não toleraria o sonho e a luta de uma mandora de nada, acostumado como está com o vitral do ser. O jogo desfeito nos concede o entreabir da ausência. E nós, branca e oculta vidraça, entregamos a ele a dor a esmo, o eco musical e os dedos a pousar no ventre filial.
domingo, 25 de setembro de 2022
105.
Inicia simplesmente como marinheiro. Cuida que poderá fazer algo correndo. As mundanas aberturas foram postas ao rumor das aves. Embora as veja ainda, nas costas, esvoaçando-se, sente a espera um pouco mais. Mandou-as para outro país. Sopra, assustado, o espelho. Tudo está no corpo. Absoluto. Escuta alguém falar no ar. Observa a disposição daquele osso ao se lançar contra noturnos corpos, depois de vogar os abandonos. Segredo. Talvez pudesse arranjar alguns regressos para aquela paixão longínqua. Mas nenhum deles dá conta desse dia de funda nostalgia. Segredo. Depois de vogar os abandonos. Fica por ali a observar os espelhos e os surgimentos. Não para de olhar desde a manhã. O mar já se fez em crescimento, condensando os búzios daquele pequeno movimento de pálpebra de alga. Está frio. As medusas estão luminosas, e as mundanas aberturas, ao alcance das mãos. E ninguém passa entre as falas do peito. Só as extensões embirram ao olhar para a areia, secreta, depois de todas as lendas. A crônica dos esquecimentos. As enigmáticas linhas das mãos. Os insetos sobre o esqueleto. O metal bem junto do frio, no sêmen do coração. A devassidão, quase corpórea, de uma salsugem que alguém traz para passear em suas milenares sombras.
sábado, 24 de setembro de 2022
104.
O repouso foi a madrugada, a madrugada imóvel, quando supus que o que me cercavam eram navios. Os cascos perderam-se sobre as trevas. Quero crivar e afundar. Prefiro uma preparação devagar e me arranjar com as passagens, envergando-me quando minhas conquistas são puxadas pelo capitão no tombadilho – pois, se já pousaste a ordem erguida pelos frios e já destrói ao olhar os semblantes brancos do papel, sabes já o que sente. Agora basta cerrar as mãos e escrever esta nova e nunca navegada escrita.
sexta-feira, 23 de setembro de 2022
103.
Escrita do mar, denominação da rua de abril, vejo-te inscrito nos interiores. Na atenção ao escutar da frase, coisas são sílabas da gravação que atam os espaços do tempo escrito. A procura do mundo brilha e palpita na sabedoria do nosso real. Minhas explicações comprimem-se contra os olhos que me separam do confronto, e o método da nudez que reina entre os pensamentos me percorre sobre a terra. Posso envolver o sol nos ventos do mar e fazer da biografia de um rosto um pedido de um cartão sem identidade. Apoio o mundo em opiniões e perguntas geladas. A questão das datas e das moradas me parece eternamente em suspensão diante da visão, e um acrescentar das horas da morte parece estabelecer-se entre a lentidão e o dia da lentidão.
quinta-feira, 22 de setembro de 2022
102.
Os poemas que nunca escreverei, os fogos que não poderei nunca descrever, com que clareza intensa os dito ao meu fogo e os descrevo sendo um devorador, quando, recostado nas coisas, não pertenço, senão de longe, ao perto.
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Os poemas que nunca escreverei, os fogos que não poderei nunca descrever, com que clareza secreta os dito à minha inércia intensa e os descrevo no meu fogo, quando, recostado como um devorador, não pertenço, senão às coisas, ao longe.
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Os poemas que nunca escreverei, os fogos que não poderei nunca descrever, com que clareza secreta os dito à minha inércia intensa e os descrevo, sendo um devorador, nas minhas coisas, quando, recostado ao longe, não pertenço, senão de perto, ao poema.
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Os poemas que nunca escreverei, os fogos que não poderei nunca descrever, com que segredo os dito à minha intensidade e os descrevo, sendo um devorador, nas minhas coisas, quando, recostado ao longe, não pertenço, senão de perto, ao poema.
quarta-feira, 21 de setembro de 2022
101.
Horror da morte. Horror da morte com o mistério da coisa e alma de sineiro. Horror da morte com o medo que trouxeste até a carne. Horror da morte com o medo. Horror da morte. Horror da morte, onde a consciência do propósito cresceu pavorosa. Horror da morte, que para a névoa trancafiou o erro de uma eternidade. Horror da morte com o fantasma da realidade. Horror da morte. Horror da morte na abstração, que o mais inumerável mundo espalha. Horror da morte frente à unidade, que caiu imprecisa. Horror da morte, que come o indefinido com a verdade.
terça-feira, 20 de setembro de 2022
100.
Puras sombras no alto-mar dedicando seus sais. A espuma, arremesso do vento, sustém, paladar, tais viagens fustigadas, queimadas pela água que não recolhe, ao fim, o chicote na carne. Sobre aventuras, no repasse frio, nenhum oceano. Óssea existência de vento cortante que a espuma foi haurir outros sóis no ciclone com esse único Atlântico de que o nervo se honora. Mas, junto às enxárcias, à lira vaga, uma mão agoniza talvez segundo o vento – navegação de crucifixos, gozos de espáduas à cruz. Ela, viagem da sensação numa espinha, que na passagem vasta do rasgo fixa de outras mortes o ferimento sem demora.
segunda-feira, 19 de setembro de 2022
99.
Puras sombras no alto-mar dedicando seus sais. A espuma, arremesso do vento, sustém, paladar, tais viagens fustigadas, queimadas pela água que não recolhe, ao fim, o chicote na carne. Sobre aventuras, no repasse frio, nenhum oceano. Óssea existência de vento cortante que a espuma foi haurir outros sóis no ciclone com esse único Atlântico de que o nervo se honora. Mas, junto às enxárcias, à lira vaga, uma mão agoniza talvez segundo o vento – navegação de crucifixos, gozos de espáduas à cruz. Ela, viagem da sensação numa espinha, que na passagem vasta do rasgo fixa de outras mortes o ferimento sem demora.
domingo, 18 de setembro de 2022
98.
Há silêncios que são varandas, que nos insinuam a casa circular, que são seres secretos, cheios de acesso de paixão, na fusão dos nossos lábios em beijo. Este silêncio é um dos que sinto com o coração. Parece-me, abruptamente, que é com meu amor procurado e com minha loucura alcançada que, morte triste, se vão traçando os entendimentos do coração pulsante e das mãos.
***
Quero ver as perfeições nesta linha imaginada
Onde uma recusa se ergue sem exatidão
Onde as purezas me recordam nascido
E delas me lembro sob o desvio das rodas
Das penumbras nos caminhos revoltados
Imagino o tempo da vinda das obras
E a divisão, como antes, voga através dos vãos
Admirando a busca de sua face
Lá, para sempre, as antiguidades se calaram
Como deuses, como rostos, como rostos ou como deuses
E o desfilar dos chamados não tem fim
Da perseguição do funeral à encruzilhada dos pássaros
Lá minhas mortes em mãos murmuram bem marinhas
Cantando uma serenidade espraiada – de mãos
Pureza e perfeição em tudo se irradiam
Mas o obscuro caminho das ruas fica escondido na cidade
***
Há na mais tilintante queda a chuva oblíqua pela terra. Há em cada manto d’água o céu espelhado em prado e campo. Há no regato do reino o canto de seus ramos. Estouro de ameixas somos, nos extremos da boca. A grama só acontece no amasso. Tudo de começo que há é apenas o amarelo, atravessado, cortina densa, contemplação da água, rosto de silêncio.
sábado, 17 de setembro de 2022
97.
Aspereza onde os ventos mentem lamentações, aspereza, única altura do tamanho da dor, torna-me, tristeza e canção, parte da tua tristeza, que eu me perca em ser mera canção e me torne aspereza também, com ventos que sejam bravios na escuridão, com nuvens dobradas que iluminem da noite que faz seus precursores. Depois que a brevidade dos medos embranqueceu para nada na noite amorosa, e o regresso se tornou menos esfiapado no corpo mal habitado da flutuação sobre as mãos nuas, pude, enfim, eu que não dormia, erguer com lentidão a perfeita água luzente para construir, dali onde pensava suspenso, os dias sumidos do mundo.
sexta-feira, 16 de setembro de 2022
96.
Antemão caminhada da noite de silenciar o frio cobrindo as estrelas e cortando secretos os saltos no mais perigoso. Anoiteça! A estrela julgada na verdade por este reflexo. A enfeitada solidão enquanto coroa de uma perfeição pensa de uma outra de outra fronte. Aqui, transparente quadro que lamentas no muro. Brisa muito em flor para ser cantada. Copo brilhoso quando o frio da madeira dobra o mundo ao longo da liquidez da virgindade. Águas contorcidas no poema. Rigorosa decadência de morte em ruína. Fundas agora os instantes e a real aparição. Chorai! Chorai pela surpresa deste gesto.
quinta-feira, 15 de setembro de 2022
95.
Mas não era o encontro, inexistia sobre os gorros da meia-noite qualquer imobilidade, à qual se pudessem de fato vincular as gargalhadas enrugadas do veludo: tudo era branco e sombrio; e, se alguma oposição jamais roçara por essa rigidez, somente poderiam ser as marcas do céu de um príncipe exíguo, amargo de concentrar toda a poeira num escolho irresistível, a fim de que essas razões, dos dois abismos ao branco, surgissem como inclinações irosas a carregar o desespero de suas asas e o retombado voo de sua consciência.
quarta-feira, 14 de setembro de 2022
94.
Os movimentos dos olhos de papel não tornaram a descer ainda sobre a tinta que nada mais percebeu a não ser o iridescente presságio prestes a se interromper de um destino corpóreo que começa a possuir a cintilação dos dedos. Mas cedo ela percebeu que era na terra, na qual o húmus de sua indiferença se afundava como sonolência – e ela voltava à língua. O eco, de imediato, escandiu-se soterrado. Mas, à medida que tornava a cabeça à luz, e mais esquecido, seu interior crescia numa alucinação de ânfora, que preenchia a descida lenta; e, tomada de dúvida rubra, a fera se sentia nervosa por sulina boca, como pelo procurar do lugar povoado das viagens que, embora fechados, abertos ainda na demora, girariam maritimamente sobre todos os degraus em verso para chegar à manhã, em inundado corpo. Enfim uma quebra que parecia o escapar da serena desilusão das mortes se exalou, mas dotada de uma esferográfica desconhecida, e o coração nada mais ouviu além do movimento em cima do papel que parecia permanentemente fugir como a tinta prolongada de alguma mão de ninguém desperta de seu ecoado sono.
terça-feira, 13 de setembro de 2022
93.
Na insinuação do silêncio, uma brancura. Enrolada nela, partirei, assinalando o que a ironia me deixar. Todo mistério precipitado aqui é um turbilhão de uivo com a hilaridade do horror. Todos os vórtices são um indício rumo à fuga. E agora, aqui, longe daquele embalanço, sento-me na solidão perdida e medito com minha pluma. Possuo para sempre e sempre o desencontro, enquanto aquele gorro pousa na imobilidade da meia-noite e na sombra que sobrevive à gargalhada arrebentada de todos.
segunda-feira, 12 de setembro de 2022
92.
mestre,
volta à partida, a teus nomes,
mestre, volta às ondas, ao naufrágio plástico,
ao teu cálculo, à tua antiguidade,
à tua manobra maníaca na idade
novamente
ao leme empunhado
do olvidar e do horizonte.
mostra-nos teus pés,
tuas unanimidades, tuas agitações.
não escondas mais teu punho
de destino mesclado
posto nos estreitos dos ventos.
mestre, outro,
descobridor de espíritos,
inventor de tempestades,
descobre a dividida passagem,
os segredos repregados,
descobre a cabeça na invasão.
a escoada
barba
da submissão
sobre o homem
desdobre-a, mestre,
descobridor de naus.
tu, ancestral mão da abertura,
como podes crispar o além
às inúteis testas
e ao legado com desaparições de alguém?
ambiguidade ulterior, busca
no demônio
as regiões imemoriais,
a velha indução
do mestre.
rompe, rompe
as conjunções supremas
que cobrem tua probabilidade de sombra
e então
a nós, os afagos de teus afagos,
aqueles para os quais revelaste
a polidez até então suavizada
da vaga subtraída,
mostra-nos que podes
navegar de novo
os duros ossos perdidos
e descobrir a prancha que nasceu
nos embates anciões da água.
navega, mestre, a água
chegando, levantando
tua chance ociosa
e entre as núpcias e os véus volta
a ser ilusão em ânsias.
neste instante conjuga teu fantasma
volta a ser gesto
aprenderás novamente a ser vacilante.
domingo, 11 de setembro de 2022
91.
de teu lançamento circunstancial em outra eternidade saíram naufrágios profundos no abismo do branco assim voltou mallarmé para deixar-te um estanque de ira que continuou se inclinando o desespero planou como asa de retombada antemão em teu voo stephane entre os escarcéus deixou tombar seu corte de salto íntimo que transportou o resumo em sua sombra em infusões múltiplas tua vela de alternâncias e adaptações como se de tua envergadura hiante brotassem profundos cascos derramando naus para todo o pensamento no entanto o outro te enterrou a bordo mestre inferido conflagrado na ameaça caiu em teu número de cadáver hesitante e cobriu as mãos de tuas jogadas
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