segunda-feira, 13 de junho de 2022

01.

Se eu tivesse oscilado, o sabor da morte reinaria. A corrente da medusa diluiria a pupila e a imagem. O próprio país da transparência libertaria um coração vítreo. Mas a memória é uma presença pausada nesse branco. Aqui estou, também, debruçado, morando no poema. Sem nenhum corpo e com todos eles. Nas vagas do nome, só destinos há. Aquoso é o passo e subimos de alguma maneira em passos da juventude. Somos portadores da morte maior da esperança. Amargores, diria, caindo. Mas a juventude é surda, e nossas mãos, baixas e roucas, também. E nossos rostos – uma ausência reparada de invadidos deuses.

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