quinta-feira, 16 de junho de 2022

04.

Este tempo selvagem de obscuridade, o meu ar, parte às vezes com o azul conscientemente pelas grades luzentes do sol, nas impurezas noturnas em que precedo uma densidade entre chacais de pesadas amarguras, pelo homem marítimo dos tempos. Ao mesmo tempo que em azul me deixo por marinheiros e tranquilidades, fica perfeito o deus em alheamentos de ruas. Casas muradas de sangue, de árvore, de jardim vão de embate à minha lágrima de destruir. Refletidos lagos poupam a minha antiguidade. Pouco a pouco, vou cumprindo a infância humana de que me repito com tudo isso, de que odiosamente me perco, tornando e renunciando-me entre janelas que ritmam mãos e corredores onde mãos escorrem.

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