Busco-me apenas na torção, no corredor de uma palavra, na náusea de uma traição, no tempo da mentira onde um verde rosto aparece no absurdo ninguém de um jogo. Da mão vingativa da conversa às penumbras do pecado já amigo no rosto, qualquer tempo é um mar de luzes e qualquer vento traição. Quando ressoei o traço da escrita, tive a nítida impressão de ter vestido a noite, de haver partido estátuas interiores. Somos todos contornos de sonhos exteriores nos dias, que sentam as suas trovoadas ruidosas como se fossem sozinhas vozes da rua. Tudo se pede muito pertencido para que eu possa destoar os meus gládios uma vez ou de leve como um relâmpago. Sim, a sombra se assustará no quarto. Som, suspensão, haustos ao redor de ampliadas profundidades. O som chuvoso ofende o intervalo da fala. Parta e ela morrerá. Que inquietações o quebraram? Som de escrita, poder de uma só pena, branco antes do branco, palavra de palavras.
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